segunda-feira, 28 de abril de 2008
O Som do Nada
Velho esse que pelo facto de ouvir uma simples melodia rejuvenesce, virtude da Primavera quando começa a chegar-se aos braços do Verão. Tentando esquecer as sombras da rua, dos rostos daqueles que, tal como ele, são filhos do nada. Esquece e aquece ouvindo o som do violino.
Quando a vida é um nada e o nada já não tem vida, tudo, até o chão que altos e emproados senhores pisam, se torna familiar.
Estendendo a mão, só pede que alguém a aperte para que não se sinta tão só, mas este povo que nada entende, oferece uma simples moeda que nada poderá comprar, pelo menos nada que o velho necessite de verdade.
Pobre velho, no meio de tanta gente, sentindo-se tão só… Procura no fundo do seu poço alguma lembrança que lhe aqueça o coração e a única que encontra é o som daquele violino, numa noite…
Heika Castro
Sean Riley & Slowriders - O Concerto
Os habituais atrasos, para apimentar a expectativa. As também habituais conversas de ocasião, trocadas e repetidas, enquanto se espera pelo real objectivo da noite.
Enche-se então o Auditório da Biblioteca Municipal. Desde jovens adultos, adolescentes, a pessoal que, nota-se, apesar de aparentemente ultrapassados pela música actual, estão sedosos de reviver um passado não tão longínquo quanto poderá parecer. Ou viver um presente que não é só de uma geração, é de cada um que o quiser abraçar.
Começam então os artistas a apresentar-se. Estranha-se, num primeiro instante, a falta de alguém: “então eles não são três???”. Ok, eles são três, mas cá estão apenas dois! Ouvem-se murmúrios (alguma inquietação) que se desvanecem, momentaneamente: um dos elementos não veio. A bateria não irá eclodir em baques e estridentes sons, hoje não.
“Those Red Days” faz com que toda a inquietação e embaraço que se faziam sentir desaparecessem. Ok de novo, é acústica, mas o baixo dá para compensar, e de que maneira!
Música, melodias e sons, ornamentados por diversos e caricatos instrumentos se vão sucedendo, desde uma melódica e uma harmónica, a umas “espécies” de quadro e lápis, mais parecendo um instrumento roubado a uma criança, na véspera. Maravilha! Cada pessoa presente acompanha o ritmo do batuque, ou com o pé, ou “dedilhando” em cima do próprio joelho, não esquecendo aqueles que daquele sítio ou daquele momento, apenas sabem o que ouvem, de resto, navegam por outros locais, outros momentos. Pela Residencial Arantes, quem sabe? O Sean Riley também esteve lá!
Deixarei os pormenores mais técnicos para quem tem mais e melhores conhecimentos acerca dessa “matéria”. Mas uma coisa não me podem negar, a qualidade destes senhores vindos de Coimbra! Embrulhado pelos mais calorosos e reconfortantes efeitos visuais, senti que estava a assistir a um dos melhores concertos a que já assisti, e não é “conversa fiada”, tal como disse Sean (ou Afonso, Filipe, Domingues, Marta, não é por aí).
Agora que se aproxima a época mais importante para Barcelos, Sean Riley & Slowriders foram uma boa “lufada de ar fresco” para aqueles que não têm cinquenta ou sessenta (Paco Bandeira), quarenta (Luís Represas), e os que não têm, até, uns cinco ou vinte cinco anos de idade (Anjos). Mais ano, menos ano.
E lá dizia Sean Riley: “A foda é o falsete”…
Jorge Marques
Carta
Despeço-me em breves palavras de meses da minha ainda curta vida. E tudo aquilo que penso ou crio não tem valor ou utilidade a alguém que não eu. As minhas viagens cognitivas trazem prazer, unicamente, a mim. Agradeço o bilhete de ida e volta. Todas as descobertas e procuras. A descoberta da humanidade que não sabia possuir. Mais que os protestos, mais que todas as glórias, foram os momentos simbólicos e mitológicos em que mergulhei. Parto sem peso na consciência. As máscaras foram retiradas e agora mais não tenho que recear. Nada de mim está escondido. Consigo ver para além do meu cérebro, para além do meu ser. Longe estava e voltei.
Alegria e revolta. Consonância difícil e perigosa: saudável. Os tempos andaram e tudo foi enterrado no fundo do mais profundo oceano. O barco veio e quis ser ele próprio. A escolha não foi minha. Fiquei pela metade: um dia eras o expoente, noutro já não existias.
Tal como te despediste de Woody Guthrie eu me despeço de ti. Porém sem o brilhantismo das tuas palavras. Apenas com a humildade dos meus pensamentos e o egocentrismo da minha liberdade. Encontrar-te-ei um dia quando a minha realidade não for mais Freewheelin’. Nesse dia voltaremos a ver-nos como velhos amigos. Contaremos velhas histórias, recordações e piadas familiares. Dores antigas não mais serão tristeza. De tudo não restarão acordes menores.
Despeço-me onde tudo começou: Sara.
Zita Esquerda de Sá.
Os Galos Aconselham
Cinema:
Beijos Roubados (1968), François Truffaut
Literatura:
Fernando Pessoa: Obra Poética - Volume Único (2005), Fernando Pessoa
Arte:
Exposição Cerâmica Comtemporânea "un pont de mar"
(Museu de Olaria de Barcelos) 19 de Março a 05 de Maio
Música:
In Rainbows (2008)
Radiohead
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Lembra-se de Glenn Jones?
Glenn Jones é um nome que merece uma memória. Todos nós devíamos ter alguma imagem narrada por uma banda sonora colorida, uma que nos lembrasse (a todos aqueles que gostam de viver com todos os sentidos) a experiência simples de ouvir uma história sem texto. Eu fui um dos sortudos que conseguiu uma memória, não a posso vender, posso apenas descrevê-la, mas não ficará muito perto da realidade:
Barcelos, 15 de Março de 2008, Salão Nobre da Câmara Municipal, noite escura. Glenn Jones era o homem de que se falava, “o tal americano” que, como tantos outros, vinha para vender música. Após um pouco de espera, o salão encolheu, um homem ficou grande e as suas músicas pequenas em falso orgulho. De forma íntima foi como tudo se passou, mas apenas no início, porque logo se transformou em pessoal.
Doze cordas de uma guitarra (que não podia ser mais dedilhada) podiam-se contar, e músicas surgiam como se uma idade média ainda não tivesse acabado e uma grande imaginação se mostrasse ao público. Pausas para falar com os ouvintes, que naquele momento já se sentiam amigos de longa data e tempo para explicar que a inspiração veio de fontes tão diversas como um casamento ou um livro. Seis cordas diferentes deslizaram e trouxeram um “blues orgânico”. Um banjo fez uma intervenção pequena, como a sua própria altura, mas nem por isso menos elaborada. O local tornou-se perfeito, o eco tornava naquele instante um acontecimento num sonho. As afinações não mentiam, e da mesma forma que o mestre as mandava serem gentis e dóceis, derretendo-se ao toque, ordenava que se tornassem agressivas e profundas, até sombrias. No momento em que pensávamos que a surpresa já não era possível, saímos de um Salão Nobre e viajámos para o interior de uma fábrica de cimento. Ao comando do tímido génio das histórias sonoras e guitarras domadas, obedecemos, fizemos com que os pequenos aparelhos que nos ajudam a comunicar se tornassem objectos de arte. A dissonância de sons elevou-se e todos ficaram cientes que a magia não existe, mas existem experiências mais fortes que o imaginário.
Só lamento que a minha memória não tenha sido repetida em todos os presentes. Nem todos conseguimos não ter medo do que não conhecemos, mas há lugar para todos. Todos podem ter uma memória com Glenn Jones.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A Europa morreu...
Que rugas são essas tão profundas que fazes transparecer e que mesmo usando essas máscaras nem o sol consegues esconder?
Eras tão jovem, bela e ingénua que numa só palavra te descreveria como a “verde Europa”, fazes feliz a quem por ti dá tudo, quem sabe a vida. Crianças, jovens e velhos lutam do teu lado para que sejas a maior, tu ó “nostra terra”.
Mas, de verde passaste a azul e nem num piscar de olhos viraste cinzenta. Tão cinzenta como a cor das cinzas daqueles corpos que por ti passaram e que tu por seres tão cruel…simples pó se tornaram.
Porquê Europa? Porque mandaste que me ligassem a anunciar a tua morte quando já sabias que de ti já nada restava há décadas?
Se soubesses o quanto chorei para que tudo isto não passasse de um sonho…!
Catarina Cachada
Os Galos Aconselham
Cinema:
A Máscara (1966), Ingmar Bergman
Literatura:
Hell's Angells (1965), Hunter Thompson
Arte:
“O 25 de Abril e a BD – uma revolução desenhada”
(Galeria de Arte de Barcelos) 4 a 27 de Abril
Música:
Farewell
Sean Riley & The Slowriders
'Tamos in
Ainda no rescaldo de uma overdose de Bob Dylan, e depois de umas seis horas desde que Sean Riley & the Slowriders actuaram no Auditório da Biblioteca: Harry Rivers ainda não me saiu da cabeça. De qualquer forma, encontrei os The Birds. Cantaram para mim. Convidaram-me a passar pelos 60’s, beber um café e conversar sobre política. Mas não fui: o passe perdeu a validade. Em vez disso, preferi passear, sob a chuva, pelo século XXI ali no InCima Café.
Depois do meu habitual copo de leite com café, desci a rua da Estação, em direcção ao Paraíso. Paraíso. Perdão: Paraíso! Gritos se ouviam down the street. Era o Humphrey Bogard a discutir com um chinês. Encontrei uma conhecida que me contou a história: aparentemente Bogard tinha lá comprado um verniz das unhas para a Lauren Bacall. Desde então Bacall nunca mais tinha tido um orgasmo: agora Bogard queria satisfações. O chinês disse que não era responsabilidade dele, porque, na verdade, o verniz era “Made in Tailândia”, apesar de lá dizer “Made in China”... Pela primeira vez ouvi alguém praguejar em mandarim.
Ontem à noite, antes de ir ao concerto, li o mail que o Paulo Furtado me mandou a confessar que não aguenta mais ouvir Wraygunn, e que o sonho dele era filmar um vídeo para a Mtv inspirado no Like a Virgin. Comentei o facto com a senhora do Top Gun (por sinal o melhor clube de vídeo de Barcelos!) e ela respondeu-me: “Deixe lá, Isabel, neste mundo tudo é possível: imagine só que até o Marcello Mastroianni foi cliente do fisioterapeuta do prédio atrás do Camilo!”. Eu disse-lhe que o meu nome não era Isabel, mas sim Zita. Ela retorquiu: “Mais tarde ou mais cedo descobrirás que nada mudou.”
Sinistro.
Faltam poucos dias para a viagem, porém, não quero ir. Sem esperanças vagueio pelas ruas molhadas da cidade do Poleiro.
Afoguei o Manifesto.
Zita Esquerda de Sá
Sarabande
Deixei de pensar. Não há muito mais a pensar. Afinal de contas a Esquerda morreu. Vá lá: isto não é música para os vossos ouvidos. Like a song (“Hey! Mr. Tambourine Man play a song for me. I’m not sleepy and there is no place I’m going to”): ouço e esqueço. Porque tenho que me deslumbrar com ideias passadas, ou com a Beat Generation? Por muito que se tente o contrário, o livro terá sempre mais valor que as suas citações mais célebres.
Pedi ajuda a Deus. Um deus qualquer; encontrei a sua morada num papel rasgado, que voou até mim, ali perto da igreja matriz. Ele disse-me para aguardar pela minha vez na sala de espera. Quando finalmente se mostrou disponível, simplesmente me sussurrou que a revolução deveria ser feita na consciência e não na rua. Aconselhou-me a aprender inglês e viajar com os Hell´s Angels.
How many roads afinal? Hei-de desfilar os meus sonhos, em marchas e protestos, na Times Square, e nas avenidas de Washington. Ou talvez fique mesmo aqui pela Rua Direita. Caminharei ao som de hinos americanos acerca da igualdade do Homem, caminharei ao som de canções que já ninguém canta. Rejubilarei a liberdade que a morte dos meus ideais comunistas me deu. I’ll be free at last, thank God almighty, I’ll be free at last.
Claro que algo acontecerá: não seria crescer se algo não acontecesse. Entretanto a chuva cai e faz sol: “Shit... I’m waiting for the sun to shine”. A chuva vai cair, será dura e esperançosa. Andarei por entre vales e florestas. Passarei por oceanos mortos, será como um poema paranóico, frio e pedrado. Excitante! Mas facilmente esquecível...
Convido-vos agora a não serem idealistas, convido-vos a não misturarem a sensibilidade da vossa juventude com o zelo da futura idade. Crenças e mais crenças. Acaba um dia. Tal como as conversas nas estações só duram até o comboio chegar.
Sim, eu sei. Todos aqueles que sonharam um dia ser personagens de um road movie acabarão velhos, e distantes: encaixados, e conectados com a temática de um filme de Ingmar Bergman. Verão à vossa frente relógios sem ponteiros e relíquias do princípio do século XVI. Passarão a adorar as vossas glórias passadas e o tempo fluirá. Dirão com prazer que o vosso ídolo de juventude era o Álvaro Cunhal, mas nunca leram o Manifesto. Esperarão, secretamente, uma revolução que nunca chegou. E para quê? A tal viagem nunca foi feita, e tudo o que viram foi a doçura da ignorância. Sentir-se-ão frustrados pelo tempo perdido em maquilhagem, e em leituras da Vogue. Perderão todos os vossos objectos míticos, ou nostálgicos: o formato digital passará de moda, e vossos descendentes não darão valor ao disco rígido do vosso coração. Haverá poetas que ressuscitarão. Serão os novos Camões, os Pessoas, os Ginsbergs descobertos e revisitados. Mesmo assim, os velhos deixarão de ser velhos pois não mais existirão rugas. Não mais serão estes os governantes: serão destituídos de seus cargos quando o primeiro cabelo ficar branco, quando a barba não mais crescer escura.
“There’s no black and white, left and right to me anymore. There’s only up and down, and down is very close to the ground. And I´m trying to go up without thinking about anything trivial, such as politics”. Porque me tenho que sujeitar a uma descoberta que não foi minha; Porque necessitam de categorizar? Respondo-vos hoje, com a sinceridade da minha adolescência não juvenil, que não o farei: Não tomarei um ou outro caminho. Caminharei onde não há estrada. Construirei a minha rua à medida que avanço.
Não me importo que falem no termo outsider. Tenho orgulho até. Por isso, se quiserem fazer a vossa viagem, vão. Aqui a “non-insider” vai só...
“The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn, like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars...”
-Jack Kerouac
Zita Esquerda de Sá
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Tenho o prazer de vos anunciar, caros barcelenses, que Barcelos organizará o “Festival de Jazz & Blues” no ano 2061. Sim, leu bem!
O POLEIRO foi alertado para este evento bombástico pela própria Sra. Secretária da vereadora da Cultura do concelho de Barcelos. “Foi uma decisão difícil. Tínhamos várias hipóteses em cima da mesa, desde a realização do 80º Festival do Acordeão Diatónico (instrumento popularmente designado por concertina), acolhendo alguns exemplares deste instrumento, provenientes de vários países (mas tocados por portugueses), um Festival de Folclore e, até, um desfile de fardas oficiais da Mocidade Portuguesa”, informou a Sra. Secretária. Após perguntarmos quais tinham sido, então, os critérios que levaram à escolha do “Festival de Jazz & Blues” como o melhor evento a realizar em Barcelos, a Sra. Secretária da vereadora da Cultura respondeu, com a mesma delicadeza, que “Os Festivais do Acordeão Diatónico e de Folclore tinham sido colocados de parte, após vários estudos que prevêem uma inexistência de tocadores de concertina e de dançarinos de folclore no ano 2061”.
(Perante esta dolorosa afirmação, O POLEIRO contactou de imediato o consultório da famosa taróloga e bolicóloga (Bollicaologia é a arte de prever o futuro nos cromos do Bollicao), Maya. “Em 2061 existirão doze tocadores de concertina que, em simultâneo, dançarão folclore. Destes doze, dez serão barcelenses!”, afirma, com convicção, Maya. “Ah! Por sua vez, desses dez barcelenses, nove só poderão dar concertos no Auditório S. Bento Menni, o mais próximo da casa dos artistas”, continua.)
Entretanto, a Sra. Secretária finalizou a sua explicação: “Por fim, a organização do desfile de fardas oficiais da Mocidade Portuguesa está inviabilizada desde que a Câmara Municipal de Barcelos ofereceu todas as fardas a uma organização de caridade que recolhe vestuário para os habitantes do Zimbabué, que vivem numa crise social e económica que se agrava a cada dia que passa”. Perante este nobre acto, o actual Presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, já elogiou publicamente o concelho de Barcelos!
Mas não são apenas estas as boas novas que tenho para vos contar! Não, Barcelos revela-se um concelho com impressionante poder de organização de eventos. Assim, relembro-vos que, caros barcelenses, está a chegar a época mais importante para a nossa terra e, claro está, para todos nós: a Festa das Cruzes! O POLEIRO destaca, de entre os demais eventos a realizar no âmbito desta grande festa barcelense, a realização do tão esperado concurso “Quem Quer Ser o Terceiro Elemento dos Anjos?”, no dia 3 de Maio, Feriado Municipal. Para este concurso estão já inscritos nomes como Luís Represas, Paco Bandeira, João Pedro Pais, entre outros. De fora deste concurso estão já confirmados, com muita pena nossa, o grande músico Avô Cantigas e um Rotweiler, cuja “potente” voz foi mais uma das grandes descobertas que o Youtube nos proporcionou. Este Rotweiler não poderá estar presente devido a conflitos entre a sua raça e alguns Ministros do Governo Português.
Por fim, informo-vos de que o projecto da nova ponte Barcelos-Barcelinhos avança a passos largos para a sua conclusão, o que deixará satisfeitos, certamente, todos os cidadãos que têm de enfrentar enormes filas de trânsito na “Ponte Velha”, às Quartas e Sextas à noite, sempre que se aproxima a hora de início de mais um evento organizado pelo Zoom ou pelo Subscuta.
Menciono, também, o adiamento da inauguração do Teatro Municipal Gil Vicente devido a problemas de carácter “técnico-emotivos”, devido à cor do edifício que, nas palavras do nosso querido Zé da Esquina: “É uma afronta ao nosso coração barcelense. Edifício amarelo em Barcelos é apenas um, o edifício da Casa de S. João de Deus e mais nenhum! Queremos um teatro que dê a imagem de uma cidade de Barcelos vincadamente afecta a eventos culturais de alto prestígio e qualidade. Esta teoria foi já defendida pelo meu avô e eu, em honra deste meu familiar tão querido – Deus o tenha em eterno descanso! –, continuo a lutar contra a inauguração do teatro, enquanto a sua cor for amarela!”, afirma peremptoriamente esta incontornável figura barcelense.
Voltarei,
Agripa